2015 na música eletrônica: o que teve? [Parte II]

Continuando nossa retrospectiva com o que rolou de bom (e ruim) no mundo da música eletrônica em 2015. Se você não viu a primeira parte, pode conferir aqui.

Teve clipes foda

Foi um bom ano pra pequena parcela de artistas do eletrônico que consegue uns $$$ pra pagar clipe. Vimos o debochado Not Butter do Dillon Francis, o intergaláctico Stole The Show do Kygo, o divertido Too Original do Major Lazer, os belíssimos Beautiful Now do Zedd, Dear Life do Claptone e Children of The Wild do Steve Angello e, até mesmo fora do circuito DJ, o fodástico mini-filme acima da FKA Twigs, M3LL155X.

Teve a EDM entrando na mira do mercado audiovisual

Tem um pessoal aí tentando tornar o hype da EDM algo rentável também no Cinema e na TV. A HBO anunciou que está produzindo uma série de comédia sobre EDM. A CBS também está cuidando de produzir uma série de drama chamada The Drop. Mas nem tudo deu certo até agora: o reality-show do Tiesto é uma vergonha; Zac Efron não conseguiu salvar o péssimo We Are Your Friends de fracassar na bilheteria. O reality-show de Simon Cowell, mesmo cara do American Idol, foi cancelado pelo Yahoo!.

Teve DJs EDM sendo premiados

O papa é pop e a EDM também. Martin Garrix ganhou um EMA (Europe Music Award) de Melhor Artista de Música Eletrônica. Jack Ü também levaram EMA por Melhor Colaboração. Já no VMA americano, 14 indicações em variadas categorias foram feitas a artistas do eletrônico, sendo Jack Ü os vencedores da categoria Melhores Efeitos Visuais com Where Are U Now. Tiesto ganhou seu primeiro Grammy por Melhor Remix com All Of Me (Tiësto’s Birthday Treatment Mix) do John Legend.


diplo homem do ano

Teve Diplo mitando

Foi o ano do Diplo. O cara não parou quieto, seja como Diplo, como parte do Jack Ü como parte do Major Lazer ou como broder do Justin Bieber. Emplacar hits em projetos diferentes não é pra qualquer um. Lean On sozinha já é uma track difícil de escapar, e inclusive foi single platina nos EUA. Tem Diplo em cada canto das cidades. E com mais um álbum do Major Lazer pra sair em breve, teremos mais uma grande remessa de Diplo em 2016. E se reclamar, terá o dobro.

Teve mixtape cabulosa do Dillon Francis

This Mixtape Is Fire foi o título mais honesto possível que Dillon Francis poderia ter dado ao seu EP recheado de muito moonbahton. Na verdade, o EP sozinho já foi melhor que muito álbum lançado em 2015. Pudemos relembrar um pouco o Dillon Francis de uns anos atrás, só que, como ele mesmo mostra, com um pouco mais de fogo.

Teve DJs ajudando o cara que queria dançar

Em Fevereiro, um bando de desocupados tentaram ridicularizar um cara gordo dançando felizão em uma festa. Ele parou imediatamente de dançar após ver que estavam rindo dele. A internet achou isso muito feio e não deixou barato: acharam o cara e deram um jeito de fazer um festão pra ele poder dançar livremente. Até o Moby se ofereceu pra tocar de graça. Twitter 1 x 0 Bullying.


Teve Giorgio Moroder lançando álbum novo

1985 foi o ano em que Giorgio Moroder lançou seu último — agora penúltimo — álbum solo. E 30 anos depois, em Junho agora, ele voltou. O álbum Deja Vu trouxe o estilo característico que poderíamos esperar de um dos reis da disco music junto com um gostinho do que temos agora, chamando colaboradores do pop atual como Sia, Kylie Minogue, Charli XCX, o queridinho da EDM Matthew Koma e até a Britney Spears.

Teve treta entre Alok e Amine Edge

Apesar de acharmos que ambos erraram nessa história, foi bacana ver a comoção dos brasileiros em relação a essa briga. Chega um momento em que a forma com que você age volta pra te assombrar, e claramente Amine Edge não soube calcular o tamanho da fanbase do Alok, não é mesmo?

Teve o presidente Obama mandando homenagem à galera do house

Em todo feriado de 4 de Julho nos EUA, rola em Chicago — cidade onde criou-se a house music — uma festinha especial chamada The Chosen Few Picnic em homenagem a pioneiros do house como o Jesse Saunders. Nesse ano, Barack Obama provou que ama house e mandou uma mensagem especial a toda essa galera, já que era o vigésimo quinto aniversário do evento. Você pode vê-la nos primeiros 30 segundos desse vídeo, e talvez continuar pra curtir um som.


Teve a estreia da incrível turnê nova do Zedd

O que dizer da True Colors Tour? Dillon Francis como warm up, visuais incríveis no telão e sets cheios de energia. Zedd e equipe sempre foram muito competentes em produção de tour própria, e já estamos contando os dias pra ele vir ao Lollapalooza Brasil. Falando em Lolla, fica agora a pergunta: com Matthew Koma também no line up do festival, será que ele dá uma passada no show do Zedd pra cantar? Torçamos.

Teve Dada Life entrando no Guinness, o livro dos recordes

Os caras do Dada Life fizeram seus fãs irem ao Voyage Festival vestidos de bananas, o que deu a eles o recorde de “Maior Reunião de Gente Vestida como Frutas”. Nunca entenderemos que diabos de recorde é esse, mas é o Guinness, né? Vá saber. Enquanto isso, Hardwell tenta entrar com o recorde de “Maior Guest List” já feita pelo seu evento histórico na Índia.

Teve um Top 100 DJ Mag bem polêmico

Aparentemente, Dimitri Vegas & Like Mike precisaram ficar em #1 pra um montão de gente ficar bolada. Alguns DJs questionaram a posição do duo, algumas fofocas sobre compra de votos rodaram a internet e até Kaskade teve uma treta com a DJ Mag pra chamar de sua. Se 2015 não tiver servido como o ano em que finalmente geral se deu conta de que o Top 100 da DJ Mag não deveria ser levado a sério, pelo menos podemos dizer que foi um ranking memorável.


federal music festival brasília Foto: Federal Music

Teve uma bela edição do Federal Music

Em pouquíssimos anos, o Federal Music deixou de ser uma ótima festa com nomes importantes da cena pra ser um festival pioneiro à beira-lago em Brasília. Com line-up competente, 4 palcos, imensa área de camarote e sistema de som de primeira, o Federal Music superou expectativas e tornou-se um destino interessante do público do eletrônico pra além do Centro-Oeste.

Teve o Instagram banindo #EDM. Duas vezes.

O Instagram foi chacoalhado pelos fritos a ponto de terem que banir a hashtag #EDM duas vezes em menos de dois meses. O motivo era que tinha uma quantidade enorme de postagens que violavam os termos de uso do Instagram, boa parte sendo postagens sobre drogas. Mas vamos combinar, o Instagram não consegue aguentar sequer um par de seios.


Teve Axwell /\ Ingrosso trazendo o hino do ano

A gente sabe que um grande hino é um grande hino quando os DJs fazem questão de tocá-lo sem cortar parte alguma dele e sem ser em versão remixada. Foi o que aconteceu com Sun is Shining. E enquanto geral estava preocupado com o Top 100 da DJ Mag, Axwell e Ingrosso faziam campanha pra caridade. Ídolos.

Teve a Irlanda ficando doidona por 48 horas

Em Março, por conta de uma pequena brecha nas leis irlandesas, algumas drogas se tornaram legais na Irlanda por um período de 48h. Os jovens aproveitaram isso pra ir literalmente à loucura. Uma matéria da Vice fala sobre o festival de abraços e caretas que foi uma dessas noites — vale a pena clicar pra ver as imagens. Teve até uma festa temática em um pub comemorando a tal brecha que tornou drogas como o ecstasy e a ketamina descriminalizadas até que uma lei de emergência entrasse em vigor dois dias depois.

Teve novas labels e novos selos lançados por DJs

Kenz do MAKJ. Fonk Recordings do Dannic. No Idea’s Original do Huxley. Heldeep Records do Oliver Heldens, Hexagon do Don Diablo, Maxximize do Blasterjaxx, Banzai Records do Henry Fong, Edible Records do Eats Everything, In The Loop Recordings do Lupe Fuentes, Vivrant do Jeremy Olander, a brasileira Hub Records do Felipe Senne e mais dois selos do Art Deparment. Produtores, escolham suas demos e sejam felizes.


Teve desenho animado do Major Lazer na TV

Só pra quem pode, né? Major Lazer estrearam em Abril no canal americano FXX uma animação regada a lutas surreais e viagens de maconha onde o personagem principal (que se chama, duh, Major Lazer) luta contra autoridades na Jamaica. Tem até episódio sobre uma rave numa Ibiza destruída. Sensacional.

Teve o ƱZ caindo fora do festival trap

Um dos reis do trap deixando de fazer um trap barulhento foi tido como um sinal de que a trap music estava começando a morrer. Besteira. ƱZ só quer respirar um pouco e tentar algumas coisas novas, como o trap mais introspectivo que mostrou em seu EP Frontier.

Teve retorno do Disclosure

Confessamos que Caracal não foi um álbum tão fácil de digerir, pois não manteve a vibe pista que esperávamos e que tínhamos na cabeça desde o lançamento de Settle, o álbum de estreia. Mas isso não impediu que o retorno do Disclosure fosse bom, com várias músicas com potencial pra hit e com mais uma boa parceria com Sam Smith.


Teve vontade de ir pra Rússia

O Alfa Future People era um festival russo desconhecido internacionalmente, até que chegou metendo o pé na porta com um palco futurístico megaputaqueparível que deu o que falar pelas redes. Já está rolando o aftermovie e você pode vê-lo acima.

Teve Flume saindo do What So Not

Depois de um tempinho deixando seu colega Emoh Instead tocar sozinho no What So Not, Flume colocou um fim à participação dele no aclamado projeto. Flume e Emoh estavam se tornando criativamente incompatíveis em relação a sua música. Mas relaxem, tudo terminou em paz, amizade e EP de despedida.

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