Entenda o que houve com a SFX, dona do Tomorrowland e do Beatport

A dona da marca Tomorrowland sofreu várias baixas, como o fracasso total da edição de 2015 do TomorrowWorld e o cancelamento do festival nesse ano, além do prejuízo de 5,5 milhões do Beatport. Com tanta notícia por ai, e todos esses acontecimentos, surgiu a oportunidade de esclarecer as coisas.

O que é a SFX Entertainment? é a maior produtora de eventos ao vivo, mídia e conteúdo de entretenimento do mundo, com foco na cultura da música eletrônica.

A SFX é dona de marcas como: Tomorrowland, TomorrowWorld, Mysteryland, Sensation, Stereosonic, Electric Zoo, Life in Color, Rock in Rio (em 2014 adquiriu 50% dos direitos), Q-Dance, Awakenings e outras.

Como está a SFX no momento: Entrou com pedido de falência e está em processo de restruturação financeira. Eles precisam quitar 300 milhões de dólares e voltar a ter estabilidade financeira. Eles já conseguiram um financiamento de 115 milhões.

O que aconteceu?

Robert F.X. Silverman, ex-chefão da companhia, saiu comprando tudo quanto é empresa - incluíndo a produtora de eventos ID&T, que organiza os festivais Tomorrowland/Mysteryland; a Made Event, que organiza o Electric Zoo; o site de vendas de música/streaming Beatport; a vendedora de ingressos Paylogic; o app Shazam; a agenciadora brasileira Plus Talent e vários outros empreendimentos menores com o objetivo de formar um conglomerado da música eletrônica.

Conseguiu. A SFX se tornou um monstro dominador do mercado EDM em termos de festivais, e mídia/marketing.

Só que a casa caiu. Nos últimos 16 meses, a SFX sofreu várias mudanças de gestão, problemas de liquidez, e cometeu outros erros estratégicos, como ter dado liberdade demais às suas sub-marcas, não havendo uma coesão e uma direção clara a ser seguida. O faturamento aumentou, mas a empresa não foi capaz de converter festivais e patrocínios de marca em fluxo de caixa e lucro.

SFX vende o beatport

Em 2013, a produtora havia comprado o Beatport - o maior site de streaming/download especializado em música eletrônica do mundo- por 50 milhões de doletas. O plano era tornar o site uma plataforma online para alcançar artistas, produtores, DJs e fãs EDM.

O problema é que o Beatport deu 5,5 milhões de prejuízo em 2015. A empresa, já ferrada, resolveu colocar a plataforma à venda em leilão. Só saberemos quem será o novo dono do Beatport em Maio.

E o Tomorrowland Brasil?

Por enquanto, podem ficar tranquilos. Pra gente não muda nada, nenhum festival será afetado pelo problema da SFX (amém!).


Fonte: Billboard
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