Nossos 30 melhores álbuns de música eletrônica de 2016

Chegamos no fim do ano e agora é época e montar as listas de 2016, a começar pelos ótimo álbuns lançados. Do regresso inusitado do Sasha ao debut sinistro do brasileiro Chris Quites, do Eric Prydz provando que continua em um nível próprio e incomparável à proposta feita pelo Mat Zo de "sair da bolha EDM”, da obra-prima do Flume em um álbum 10/10, montamos uma lista combinando múltiplos estilos, dos trabalhos mais conhecidos aos que não tiveram tanta notoriedade. São 30 álbuns que compreendem os momentos sonoros mais memoráveis do ano . Divirta-se!

W:/2016ALBUM/, do deadmau5

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O novo álbum do deadmau5 é "uma compilação de vários bagulhos que deadmau5 fez nos últimos dois anos", como falamos em nosso review aqui, porém são bagulhos de alta qualidade, e o fato do Joel ter declarado que não gostou do resultado final acabou sendo apenas um detalhe. Entre as 12 tracks do álbum, tem o house progressivo viajante que é marca registrada do rato, tem trip-hop experimental e tem a groovada minmal techno. Ouça Snowcone, Whelk Then, Let Go e 4ware.

Psicoff, do Chris Quites

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Logo de cara, eu começo falando do trabalho incrível do brasileiro Chris Quites. É um álbum peculiar, interessante e inovador. Trata-se de Psicoff, o primeiro do belo-horizontino, que conta com a produção da lenda paulistana Dudu Marote. Com esse lançamento, Chris apresenta seu novo projeto musical, também chamado Psicoff.

O disco mistura house e techno a ciência aplicada, trazendo criações tecnológicas traduzidas de sons como explosões solares, ecos de meteoros, ondas de rádio, tanto terrestres quanto vindas do espaço, e até mesmo som de átomos, como o hidrogênio; essas "coisas" que nos cercam diariamente.

Encore, do DJ Snake

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Encore é um ótimo álbum EDM com influências pop e trap/future bass. Puxados pelos hitzaços Let Me Love You, Propaganda e Middle, todas as 14 tracks de Encore são boas e mostra a diversidade do DJ Snake de transitar entre sons mais pesados e hits popfônicos. Minha favorita no momento é Heres Come The Night - uma sonoridade diferenciada do resto do álbum.

Alpe Lusia, do Stimming

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O alemão Martin Stimming é conhecido por não temer em mostrar suas emoções em suas produções, procurando em cada faixa penetrar na profundidade dos seus sentimentos com muita musicalidade.

Para o seu novo álbum Alpe Lusia, lançado pela Diynamic, selo do Solomun, o artista se refugiou em uma cabana remota nos alpes italianos, longe de toda a agitação da cidade, onde trabalhou por cerca de um mês para dar vida a algumas faixas de sua magnífica obra. Depois disso, fez durante uma semana uma viagem em um navio de containers que cruzou os mares gelados do Atlântico Norte. Este inegável esforço levou Martin a produzir o trabalho mais pessoal e bonito da sua carreira.

Woman, do Justice

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Woman celebra a volta do Justice à cena com 10 faixas que, segundo o site Omelete, juntas, estimulam os sentidos do corpo e e o leva a aproveitar todas as possibilidades que a mistura entre a sonoridade eletrônica e a sonoridade orgânica pode oferecer. As tracks, em geral, são simples e dançantes, com influências que vão do heavy metal aos movimentos musicais da décadas de 70/80. Os destaques ficam com a climática Safe And Sound, Randy e Alakazam !.

Opus, do Eric Prydz

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Aos seus 39 anos, o sueco segue mantendo importância ma música eletrônica, principalmente no progressive house. Com seu primeiro álbum sob seu próprio nome, Opus faz Prydz atingir um nível próprio e incomparável. Na música, opus refere-se à uma grande composição feita por um grande artista. Tá aí o porquê do Prydz escolher esse nome. Este foi o álbum em que o Prydz esteve "escrevendo em sua mente durante mais de dez anos". São 19 faixas divididas em 2 discos, ou seja, quase 125 minutos de pura magia.

Mayday, do Boys Noize

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Em Mayday, Alex Ridha mantém sua consistência com produções electro inspiradas nas raves dos anos 90, porém, trazendo novos elementos sonoros. As 13 faixas podem ser consideradas timeless, carregadas de dinamismo e qualidade estática. O grande destaque ficamcom o abre-alas Overthrow.

Aa, do Baauer

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Mr. Harlem Shake na área! Se alguém ainda tinha dúvidas, Baauer é muito mais do que o viral da internet. Seus lançamentos durante os últimos anos demonstram isso, mas seu álbum de estreia merece atenção especial. Intitulado Aa (leia-se Double A), o álbum contém 13 faixas com influências de sua infância como o rap e a dance music, com os quais ele pretende ir ainda mais longe para revolucionar a cena atual. O álbum inclui convidados especiais como Pusha T, M.I.A e Future.

Bloom, do Rüfüs

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O trio australiano Rüfüs, ou Rüfüs Du Sol como é conhecido nos EUA, contribui para que a cena eletrônica pop seja mais apaixonante. Praticamente celebridades em seu país — onde conseguiram o #1 em vendas tanto com o álbum de estreia Atlas como com este segundo álbum, intitulado Bloom — Rüfüs agarra os ritmos do house dos anos 90 para adicionar riffs tropicais e melodias que são evocação pura.

Sirens, do Nicolas Jaar

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Sirens é um álbum extreamamente conceitual, que transcende as estruturas convencionais em uma odisseia experimental densa e psicodélica.

Oxygen, do Fred V & Grafix

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Quem está seguindo um bom caminho este ano são os ingleses Fred V & Grafix. Com 15 faixas, Oxygen é o segundo álbum da dupla, que capta um bom desenvolvimento de ambos, cavando profundamente na arte negra da composição e instrumentação, tirando qualquer uniformidade; ondas sintetizadas de drum & bass, sem deixar de lado o liquid, elementos de electro-pop elegantes, batidas de downtempo, acordes de guitarra e tudo mais.

Praticamente todas as faixas do álbum estão compostas por vocais simplesmente maravilhosos, cimentando inclusive o lugar da dupla como ótimos compositores. O material é uma coleção expansiva de músicas adoçadas e alegres, perfeitas para dar o play e relaxar — assim como eu fiz.

Scene Delete, do Sasha

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O produtor galês é conhecido pela sua introspectiva e castigadora visão do techno, mas com Scene Delete, seu primeiro álbum de estúdio em mais de uma década, ele se inspirou na música de maestros do minimal-ambient eletrônico como Nils Frahm, Max Ritcher e Steve Reich. O resultado é uma coleção de peças tranquilas e atmosféricas, e que nos mostram um Sasha inédito até agora.

Skin, do Flume

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Flume é um dos projetos mais importantes e apaixonantes dos últimos anos anos. Neste novo álbum, o jovem australiano mostra um lado mais “escuro" comparado ao que ele nos vinha mostrando, utilizando percussões mais secas e bruscas. Com um álbum pop e urbano, traz também colaborações de cantoras como Tove Lo e AlunaGeorge, e rappers como Vic Mensa, Vince Staples, Allan Kingdom e Raeknow.

Ology, do Gallant

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O jovem californiano sempre entendeu o equilíbrio dos diferentes componentes que a música deve ter para funcionar. Gallant é caracteristicamente um artista R&B e soul, mas no seu álbum de estreia podemos ouvi-lo explorar as fronteiras de seus gêneros, esvoaçando sem esforço entre a eletrônica, elementos do jazz, a vitalidade de uma mistura de pop, dance e ao mesmo tempo voltada para o R&B. A produção toda do álbum foi feita em parceria com ZHU, outro nome que vem crescendo e ganhando destaque na indústria e que inclusive terá o lançamento de seu primeiro álbum no dia 29 deste mês.

Self Assemble, do Mat Zo

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Lançado em abril, Self Assemble é uma obra criada com o fim de "sair da bolha EDM", conforme o próprio Mat Zo disse em entrevista à Billboard. O britânico de 25 anos tinha com Self Assemble a difícil missão de chegar aos pés do seu primeiro e antecessor álbum Damage Control, e olha, ele conseguiu. Mat Zo deu um grande salto qualitativo com este trabalho, focando em construir um álbum concebido como uma peça musical única, uma grande variedade de sons e ritmos e um tanto de experimentalismo, nos deixando perceber as habilidades diferenciadas de Matan Zohar como produtor.

99,9%, do Kaytranada

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Kaytranada é um dos nomes que mais está em alta na comunidade eletrônica alternativa. O talentoso produtor de 23 anos mistura hip-hop, trap, house e soul em um álbum rico e diverso em sonoridades, com baterias/linhas de baixo incríveis. Nas 15 tracks de 99,9%, uma das track mais legais é Lite Spots - um rework da música Pontos de Luz, da Gal Costa, e eu, particularmente me encantei a instrumental Despite The Weather.

Victorious, do Floorplan

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Se você é admirador do pioneiro do minimal techno de Detroit, Robert Hood, certamente você já ouviu falar em seu projeto paralelo de house-gospel Floorplan. Com este segundo álbum de estúdio, Robert juntou-se com sua filha, Lyric, para produzi-lo. Ao longo de mais de 11 faixas, o par apresenta produções mais próximas ao house, disco, funk e pedaços de gospel.

Unlimited, do Bassnectar

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O americano Lorin Ashton, vulgo Bassnectar, é um dos artistas mais cativantes da bass music graças às suas incríveis produções. Nos últimos meses, o produtor norte-americano esteve de “férias” para mexer em seu décimo segundo álbum de estúdio. Unlimited tem 15 faixas, dentre as quais mais da metade são colaborações com artistas como G Jones, The Glitch Mob, Gnar Gnar e Luzcid, incluindo uma nova versão da faixa The Beginning, do seu álbum Mesmerizing the Ultra, de 2005.

Paradise Lost, do Delta Heavy

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Delta Heavy nos apresenta um dos melhores álbuns de drum'n bass do ano. Logo na arte da capa de Paradise Lost percebemos que o conceito se baseia em um cenário futurista apocalíptico, cujas tracks do álbum refletem fielmente essa pegada. Como o duo disse em uma entrevista para a Vada Magazine, o álbum foi construido para ter início, meio e fim, levando quem ouve a uma jornada inter-galática cheia de supresas. Ouça as excelentes White Flag e Ghost.

Brighter Future, do Big Gigantic

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Quando o Big Gigantic veio ao Brasil, para se apresentar no Lollapalooza, em 2015, ninguém esperava que estivesse abarrotado de gente. O duo definitivamente encanta muita gente porque são músicos de verdade, e o álbum Brigher Future representa isso muito bem. Ouça o future funk marca registrada do projeto emThe Little Things, C'Mon e Got The Love.

Red // Blue, do Adventure Club

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Simplesmente um dos melhores álbuns de future bass já feito. Red // Blue te faz sonhar acordado pelas belas melodias, vocais e drops viajantes. O álbum te traz uma dualidade entre um future pop sereno (blue) e um dubstep enérgico e nostálgico (red). Ouça Limitless, Forever, Reaction, Ghosts e Fade para sentir essa diferença.

Cloud Nine, do Kygo

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Kygo é, sem dúvidas, um artista brilhante. O rei do tropical house lançou em maio pela Ultra Music o seu primeiro álbum de estúdio, intitulado Cloud Nine, com colaboração de talentosos vocalistas de diversos gêneros, entre eles John Legend, Foxes, Tom Odell e Angus & Júlia Stone. O álbum debut junta-se às grandes conquistas do norueguês que se tornou o artista mais rápido a alcançar 1 bilhão de reproduções no Spotify na história da plataforma e foi o primeiro artista de música eletrônica a se apresentar na cerimônia do Prêmio Nobel da Paz.

Virus, do Excision

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Quando Excision, um dos maiores nomes do dubstep, lançou Virus com 12 tracks insanas, a gente chamou o brazuca Dirty Noise para avaliar e constatar que é um dos melhores trabalhos do artista.

Ashes, do Illenium

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A galera que acompanha o movimento do future bass desde seu início sabe da qualidade do Illenium. Nesse álbum ele se mostra mais maduro com tracks bem suaves e viajantes. Minhas favoritas são With You, It's All On U e Fortress.

Rojus (Designed To Dance), do Leon Vynehall

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O britânico Leon Vynehall é um dos produtores de maior senhoria da house music atual. Após demonstrar talento de sobra em seu notável álbum de estreia em 2014, Music for the Uninvited, ele traz agora com Rojus um álbum de emanações tropicais que parece seguir um rumo completamente diferente em relação ao anterior. Rojus pode até preservar a essência incorporada nas faixas de Music for the Uninvited, porém passeia por um mundo de novas fórmulas, cores e bases eletrônicas sempre mutáveis.

Agony Planet, do DUST

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O engenheiro de áudio Michael Sherburn, o patriarca do club nova-iorquino Bosssa Nova Civic John Barclay e o maestro multitalentoso Greem Jellyfish são as três mentes por trás desta aventura techno batizada de DUST. Em Agony Planet, álbum de estreia do trio, o techno industrial entra em um reino onde se sente como ficção científica. Tão assustador quanto divertido, espere de Agony Planet um conto alienígena.

Wild Youth, do Steve Angello

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Lançado no começo do ano, Wild Youth é o resultado de tudo o que o Steve Angello aprendeu até agora em sua carreira, focando em fazer um álbum inteligente e que falasse por ele. O sueco passou três anos compondo e produzindo as 12 faixas do álbum onde cada aspecto mostra grande qualidade e pessoalidade. O próprio Angello não teve a intenção de ganhar disco de platina e vender milhões de cópias, mas sim de levar experiência musical e construir para si um legado. Wild Youth faz isso com graça excepcional e uma generosa dose de humildade.

Watch The World, do Markus Schulz

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Este é o sexto álbum de estúdio do Markus Schulz. Nesta compilação, tudo é diferente do usual, tanto o enfoque como os conceitos que revelaram uma parte mais profunda do seu criador. É sem dúvidas um dos melhores álbuns do experiente produtor alemão de trance. Com este álbum, Schulz desenvolveu uma correlação mais próxima entre ele, os vocalistas, a música, as letras e as mensagens professadas em 17 faixas.

End of Civilization, do The Drone Lovers

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The Drone Lovers é a junção de três talentos em ascensão na cena da música eletrônica brasileira, são eles os produtores Pedro Zopelar e Davis Genuíno, e a vocalista e compositora Érica Alves. End of Civilization é o álbum de estreia do trio paulistano, lançado em fevereiro pelo selo Ganzá. Compuseram o material ao longo dos seis anos em que a banda se formou, rearranjando canções que foram feitas desde o início, colocando uma pegada mais atual do som do trio. A sonoridade dele se caracteriza brevemente pela ótima mistura que envolve house, techno e cold wave, tingido de pop; é um álbum eletrônico "quase pop".

III, do Moderat

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O projeto formado pelos alemães Sebastian Szary + Gernot Bronsert (Modeselektor) e Apparat nos trouxe o último álbum da trilogia que começou em 2009. III tem 9 faixas em sua edição padrão e 12 faixas em sua edição luxo (com 3 faixas bônus), e soa deliciosamente atraente. Com bass, soul, dubstep e seja mais o que for, III é um disco de respeito, que mostra uma acertada evolução e que desta vez está encaminhado a sons muito mais emocionais e introspectivos. .

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