Eric Prydz e Cirez D? Armin e GAIA? Confira alguns dos “alter-egos” de grandes DJs mundiais

Lista dos alteregos do Laurent Verronez: Airwave, Blue Velvet, Cloud 69, Cosmic Junkie, Green Martian, The, Indoctrinate, L-Vee, Larry Laffer, Lolo, Magnetix, Meridian, North Pole, Nova, Oddworld, PLG, Sagittaire, T'z Presents, V-One, V-Three, V-Two, Velvet Girl, Worf, Planisphere

Coisa pra caralho, né? Basicamente o rei dos alter egos...

Você já ouviu uma música, lembrou de alguém e só muito tempo depois você percebeu que esse outro artista... bem, é o tal alguém também? O mundo da música eletrônica é muito amplo, recheado dos mais diferentes estilos, então é de se esperar que DJs/produtores tenham umas aventurinhas pelos mais diversos sons, e com isso ganhar fãs de outros estilos (se der tudo certo).

Muitos artistas de carreiras consolidadas construíram seu som, seja pelas tracks escolhidas para compor um set, remixes, ou produções próprias. Então o que acontece quando esse artista/produtor decide que quer experimentar, sair da sua zona de conforto e brincar com algo diferente? Particularmente na dance music a consistência deixa os fãs felizes: dependência das batidas e velocidade significa fãs, ouvintes, clubbers se jogando na vibe imediatamente.

Música deve ser uma expressão livre e não um limite que dita como um artista deve tocar.Giuseppe Ottaviani, DJ de trance

Lá em 2003, Moby, de tracks melódicas e ambientes, decidiu chutar a porta com a volta de seu alter ego Voodoo Child para o álbum Baby Monkey. Ele comentou que a inspiração desse desenterro veio depois de participar de uma balada underground. "Os DJs estavam tocando dance music pesada, sexy e sincera, e foi perfeito," ele disse. "Me lembrei do quanto amava dance music pesada, sexy e sincera, e quando cheguei em casa eu decidi fazer uma dance track simples e sincera, não um som experimental ou vanguardista, mas uma faixa sincera e underground."

“Natural Blues” de Moby

“Harpie” de Voodoo Child

Será que o alter ego deve ser segredo? Atualmente, é como se os DJs ou produtores com um som já estabelecido anunciam seu caráter secundário, mais underground e experimental, antes mesmo de fazer um lançamento. Por exemplo, Dillon Francis, que com o moonbahton e o trap ganhou lugares nos charts da Billboard, anunciou o divertido DJ Hansel, para o deep house e techno. Mesmo assim, com o passar do tempo, as pessoas vão descobrindo quem é quem (ou não: descobri a relação Pendulum e Knife Party na escrita desse artigo).

Mas se for para fazer um alter ego, faça direito, ou faça-o ter sentido. Tiësto, atualmente com suas produções progressive house, tentou voltar ao seu groove com os projetos TST e Allure. Mas para bom ouvinte, ambos são sem dúvida Tiësto. Out Of Control é lotada de white noises, batidas fortes e sintetizadores big room que já ouvimos várias vezes.

“Out of Control” de TST e Alvaro

No Ultra Miami de 2014 foi anunciado que Armin van Buuren se apresentaria duas vezes, sendo uma delas a primeira aparição de GAIA, um projeto até então desconhecido feito em parceria com Benno de Goeij. Foi um set especial, que englobaria o som emocional, poderoso e distinto que é o trance.

Parece que Armin introduziu esse projeto para permanecer forte com sua credibilidade no trance enquanto adicionava tracks de GAIA em seus sets, e isso tem funcionado (se apresentou novamente como GAIA no EDC LV 2016). Armin disse que o projeto é algo que deseja desenvolver, mas não expor demais. “Quero tornar todas as apresentações de GAIA únicas”, disse. Também existe Rising Star, que é do início de sua carreira, que desenvolve um trance mais vocal e uplifting.

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Para finalizar, impossível não citar o multifacetado [deus] Eric Prydz e suas aventuras. O som de Cirez D é techno mas pode ser descrito como uma rave em uma rua escura com Dante nos decks: incrivelmente dark. É o extremo contraste do som tradicional do DJ. Pryda é uma versão mais dance enquanto que Moo, do início de sua carreira, é deep house.

“In the Reds”, de Cirez D

“Rebel XX”, de Pryda

“Seashells”, de Moo

A ideia de ser ter um alter-ego parece bem simples: fugir do comum; um carpe diem. É onde o artista pode ser livre, fugir das expectativas dos fãs. É onde usa a criatividade para surpreender, seja por uma track mais vocal ou algo totalmente diferente. Me lembro bem de ouvir Hardwell ou Armin van Buuren soltarem um hardstyle do nada e a galera ir à loucura (sempre), mostrando que a consistência não necessariamente deixa os fãs felizes. Adoro ouvir música nova, como não apoiar/ouvir um artista que decide inovar e explorar outros gêneros? A vida é feita de desafios!

Alguns DJs e suas aventuras musicais:

Ferry Corsten (Trance) e Gouryella (Uplifting Trance)
Olive Heldens (Future House) e HI-LO (House)
Steve Angello (Pop House/Electro) e Mescal Kid (Tech House)
Knife Party (Dubstep) e Pendulum (Drum ‘n Bass)
Diplo (o que ele quiser) e Major Lazer
Maceo Plex (House) e Maetrik (Techno)
Jeremy Olander (Progressive House) e Dhillon (Techno)
Manse (Progressive House) e Stasius (Deep House)
Giuseppe Ottaviani/Solarstone (Trance) e Pure NRG (Trance)
Ferry Corsten/Markus Schulz (Trance) e New World Punx (Trance)
DJ Tranzit (Progressive House) e Juheun (Minimal/Techno)


Foto de capa: Rukes

Raiane Reis ᕕ༼⌐■-■༽ᕗ

Autora // Estudante de Química, paulista caipira de 22 anos. Fala poRta e bolacha. Queria que o Orkut voltasse. Na barriga da mãe já DALE. Puxou o pai no vício da música eletrônica. Rainha é Beyoncé, rei é Justin Timberlake, lenda é Armin van Buuren. Ouve de tudo mas o coração é do trance e psytrance. Not afraid of 138 BPM e forever in a state of trance. Quer conhecer o mundo (24 ✓) e seus festivais de música.

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