Sleazy G lança coletânea só de DJs brazucas

O culto ao grave foi bafo em 2016, tanto que para identificar o dono do bass brazuca foi uma disputa acirrada, tão quanto desnecessária olhando friamente meses depois. As baixas frequências foram de hit a polêmica na Internet, mas o ano não poderia terminar sem o olhar da londrina Sleazy G para o house grave feito no Brasil.

No começo de outubro, a gravadora apareceu com a boa surpresa sem muito alarde, um interessante recorte do g-house nacional, com 31 pedradas, só sóns de brasileiros em ascensão e outros já consagrados. Tem Gabriel Boni, Liu, Kush 3D, Anzzor, Goldcash, NEON e outros. Ainda não ouviu?

O VA Brazilian G já recebeu suporte de DJs como Shiba San, Maximono e TJerk, da Armada Music, e atingiu o chart 7 de indie dance do Beatport somente abaixo de Nicky Romero e Hardwell no primeiro dia. Foi assinado pelos mafiosos do Malik Mustache, os xerifes brazucas na Sleazy G, autores do hit Rock U.

Além de mixar e selecionar artistas, Malik Mustache liberou a track Undeground, que abre a compilação com um vocal chiclete.

Em Brazilian G, a revelação Kush 3D, que já vem trampando com o Malik em outros projetos, volta a casa que o recebeu de braços abertos em janeiro desse ano. Quem não se lembra da compilação voltada para tendências do g-house, a “Futr Ghse”? O disco da Sleazy G revelou Blow Hoe da dupla paulista, entre os maiores nomes estrangeiros da casa. Entrando em 2017, Fat Cash é o destaque que o Kush preparou para Brazilian G, um wobble house que confirma sua vocação para desafiar barreiras.

Subindo as frequências sem perder o bassline, Gabriel Boni e Nappi vem representando o lado retrô-futurista que também está na vanguarda do selo inglês desde sempre. Os produtores se uniram para mostrar as sintetizes subtrativas da nu-disco que vão te jogar em uma outra dimensão com Sounds of Disco. A good também reverbera livre e emociona em Lights Down do Anzzor, em parceria com NEON. Não tem como não assobiar a tb 303, hipnótica.

Felicio Marmo d-_-b

DJornalista e produtor cultural com mais de dez anos de basslancê no mercado, idealizador da primeira noite de dubstep do Brasil, se divide entre as mais diversas possibilidades de comunicar, criar e entreter um público ávido por novas sensações.

Publicidade

Participe da conversa