[REVIEW] O Defqon.1 Chile vai deixar saudades

Neste fim de semana, em Peñaflor (próximo de Santiago, no Chile), aconteceu a segunda e última edição latino-americana do festival de hardstyle mais popular do planeta: o Defqon.1. Eu fui, vivi muitas alegrias e agora volto pra contar tudo que rolou aqui na Stereo Minds.

A Defqon.1 se estabeleceu no Chile com 4 palcos apenas e somente um dia de festival, mas nada que atrapalhasse ou deixasse a diversão fraca. Como sempre, dividido em cores, os palcos foram o RED: uma junção de todos os tipos de hardstyle; BLUE: que normalmente se dá pelo raw hardstyle (mas não se concretizou nessa versão chilena); BLACK: com seu hardcore extremamente pesado e o WHITE: reinado do freestyle.

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A localização do evento é muito boa. Não é perto mas não é longe de Santiago - fizemos o percurso em aproximadamente 50 minutos de carro (pense no trajeto São Paulo - Itu), e chegando 2 horas depois da abertura dos portões, não tive que me preocupar com fila alguma. Desde a retirada até a revista e entrada foi tudo muito rápido e com muita educação, tanto por parte dos seguranças/staff quanto dos próprios chilenos. Todos muito receptivos!

Entrando no evento, já me adiantei a comprar fichas, o que sinceramente acho mais prático do que pulseira ou cartão. E, em momento algum, durante todo o festival, peguei fila, seja nos bares ou caixas, ao contrário que costumamos ver nos festivais brazucas.

Não podemos esquecer de mencionar os preços, é um fato: o padrão de preços altos é seguido pelo mundo. Com 15 reais, por exemplo, você conseguia uma lata de 350ml de Budweiser ou uma dose de Pisco (bebida típica do Chile). Ao menos a água custava um token e era de 500 ml, extremamente necessária em um local tão quente e seco como ali.

Estar em um festival majoritariamente dominado pelo dia é estranho (lá o sol se põe aproximadamente as 20:50), já que estamos acostumados com nossas raves que viram a noite. Não que isto seja ruim, mas pode ser desconfortável pelo sol excessivo e a falta de umidade, principalmente para pessoas bem brancas como eu. Porém, o local contava com sombras razoáveis nas laterais da maioria dos palcos, o que ajudava muito.



Ao longo do dia passei por todos os palcos, começando pelo agressivo e pesado BLACK - desde o som até a decoração. Korsakoff e Mad Dog comandaram o line, porém não consegui ficar mais do que 20 minutos - muita velocidade para meu cérebro suportar.

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Ao sair do BLACK me direcionei para o BLUE, um palco construído embaixo de uma tenda - ótimo! Danidemente tocava um bom hardstyle chileno, em conjunto com sombra e um ambiente fresco. Acabei tendo que me contentar de ficar na beira da tenda me equilibrando entre sombra e sol, mas valeu a pena!

De todos os palcos que passei, o que menos me chamou atenção foi o WHITE, mas questão de gosto pessoal. Tocava 9Milliz, ou seja, freestyle, que não me agrada.

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Já o RED conseguiu me segurar a maior parte do tempo. Levando em consideração que o palco de estréia do festival, em 2015, era genérico (era um gigantesco símbolo da Defqon.1), o mainstage escolhido para este ano chamou muita atenção, com o já conhecido dragão da Defqon.1 Australia.

O que já chamava atenção sem som ficava sensacional ao comando de atrações como Da Tweekaz, Bass Modulators, TNT, Psyko Punkz, Atmozfears e Frontliner. Com direito a Da Tweekaz iniciando um set com sua versão remixada Game of Thrones, que fez com que cada pessoa que estivesse próximo daquele stage pulasse. Enquanto a dupla italiana do TNT (Tuneboy e Technoboy) fez um set impecável abrindo com Digital Nation, passando por sucessos cantados por toda a multidão presente como It's My Style, de parceria feita com Brennan Heart, e Mellow com Showtek. Um dos sets que ainda não tinha tido a oportunidade de ouvir ao vivo e me surpreendeu foi Psyko Punkz, trazendo um toque mais pesado para aquele festival.

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Ao cair a noite, percebemos a quantidade de luzes, lasers e lanças chamas presentes. E também veio Atmozfears, que descobri ser paixão nacional chilena. Já tinha visto ele na Tomorrowland Brasil e tinha achado fantástico. Eu estava errado, aquilo era fantástico. Imagine um set em que todos estão praticamente fixados, com letras hipnotizantes seguidas de um som pesado. Atmozfears encerrou sua passagem pela Defqon.1 com Keep Me Awake, levando todos ao delírio.

Para fechar o dia, tivemos Frontliner. Não havia tempo para respirar no set. Eram muitas músicas que deixaram todos extasiados: Accelerate, Release, Year of Summer, Pandora e até Harlem Shake. Realmente deixaram o melhor para o final.

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E então, tivemos o tradicional o Endshow do Defqon.1, 10 minutos de um show completo, que resume tudo que aquele palco pode proporcionar.

E após o Endshow, temos nosso querido MC Villain agradecendo a todos, e deixando no ar: a Defqon.1 se despede do Chile, mas a Q-dance não. Se tivesse outra edição no ano que vem, eu voltaria? Com a mais absoluta certeza.

Paulo Carretero ლ(ಠ益ಠლ)♥@#♫

Paulista, 25 anos, graduando em Administração, que curte escrever como se fosse do jornalismo e que ainda vai ter seu mestrado em física. Apaixonado incondicionalmente por Daft Punk, mas não dispensa nenhum tipo de bate-estaca. Desde um deep até o som do liquidificador, do menor ao mais alto bpm. Mas o hardstyle e seus 150+ bpm fazem realmente a diferença. Em outras palavras: Hardstyle till I die.

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