Eli Iwasa: “3 músicas que mudaram a minha vida”

Ai, a Eli, gente!!! Ela bem sabe que mora no nosso coração, não só porque é uma incrível DJ, mas porque é uma pessoa sensacional que sempre nos recebe com muito carinho quando nos esbarramos por esse mundão. Além disso, seu club em Campinas, o Club 88, em apenas uma noite já virou pra nós um segundo lar cheio de memórias boas . Se você nos disser que não gosta da Eli Iwasa, só lamentamos, mas n ã o c o n f i a m o s e m v o c ê, viu?

Uma das DJs mais requisitadas do cenário nacional há cerca de duas décadas, Eli é tipo uma superwoman: cuida de um club, cuida da sua pet Paçoca, tem banda, viaja o mundo e ainda tem tempo pra manter seu repertório e suas inspirações sempre refrescantes. O ritmo é bem intenso, mas como ela mesma diz, "não troco isso aqui por nada! A vida boa é desregrada mesmo". Com toda essa doce realidade hiperativa que bem combina com a Stereo Minds, ninguém melhor que ela, então, pra estrear nossa nova coluna onde vamos descobrir quais são três das músicas mais marcantes na vida dos nossos discotecats brasileiros.

A Eli, como todo bom pesquisador musical, não se prende somente ao eletrônico e mandou avisar que suas três músicas da vida podem mudar a qualquer momento. Vamos acompanhar um pouco dessa visão musical logo abaixo. Com vocês, nossa nova redatora - sonhar é de graça, né? - Eli Iwasa.

The Ramones - Blitzkrieg Bop

O primeiro show de rock que eu fui na vida foi o do The Ramones no lendário Dama Xoc — eu era uma adolescente, levada ao show pelo meu pai. Fui a primeira a chegar no local, fiquei hooooras plantada na porta — a primeira da fila mesmo, porque queria garantir um bom lugar na pista. Foi uma experiência tão intensa e transformadora que realmente se tornou um divisor de águas na minha jornada apaixonada pela música. Foi por causa deles que quis aprender a tocar guitarra e ter uma banda — coisa que nunca foi para a frente na época porque não tinha muito talento hahaha.

This Mortal Coil - Song to the Siren

O 4AD com certeza é um dos selos mais importantes da minha formação musical. De uma maneira muito consistente, contribuiu para a história da música com lançamentos de artistas como Dead Can Dance, The Birthday Party, Bauhaus e Pixies. O This Mortal Coil é um projeto de Ivo Watts-Russell, dono da 4AD, em parceria com membros de bandas do selo. Sou apaixonada pelo Cocteau Twins e até hoje me emociono quando ouço a Song to The Siren, cover da canção de Tim Buckley na bela voz de Elisabeth Fraser. Nesta época ouvia muito este tipo de música melancólica e etérea, além de EBM, post punk e synthpop — que enxergo hoje como uma preparação, o primeiro passo para me familiarizar e gostar de sons eletrônicos.

Daft Punk - Rollin’ and Scratchin’

Só quem viveu o Hell’s Club entende o que ele foi - o primeiro afterhours do país, com DJ Mau Mau de residente, onde eu realmente comecei a me interessar por música eletrônica de uma maneira mais profunda, definindo o que eu gostava mais de ouvir e dançar, pesquisando e comprando meus primeiros CDs e compilações de artistas de música eletrônica. Eu acordava de manhã para ir ao Hell’s, e para entrar, ficava esperando na barraca de hot dog do outro lado da rua. A "Rollin’ and Scratchin’" era um dos hits do club, uma porrada mental e hipnótica que tinha tudo a ver com a atmosfera do after. Até hoje tenho a compilação do Hell’s que o Mau Mau assinou e que trazia a faixa.


foto de capa: Reprodução (Phouse.com.br)

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