Batemos um papo com Cesar Braga, fundador do club The Year

Inaugurado em Outubro do ano passado, o club paulistano The Year vem agregando muita qualidade musical à cidade.

Usando um conceito inovador e futurista, o clube recebe grandes nomes da cena eletrônica brasileira e internacional, como Gui Boratto, Mau Mau, Gabe, Anderson Noise, Elekfantz, Leo Janeiro, L_cio, Dashdot, entre outros.

Semana passada entrevistamos Eudi, que já passou duas vezes pelos decks da "gaiola futurista". E agora, pedimos ao nosso correspondente oficial das noitadas paulistas, Az!, para bater um papo com o fundador da casa: Cesar Braga. Se liga na entrevista!

1) Conte-nos um pouco sobre a história da The Year. Como começou? Quais foram os desafios enfrentados?

A história da The Year faz parte da minha trajetória na noite paulistana desde o início dos anos 80, época em que fui coadjuvante da saudosa Braguinha, culminando com o sucesso da Rhapsody de 84 a 2007.

Em minha carreira de empresário da noite sempre almejei abrir um club na capital e, após uma pesquisa de mercado, escolhi o bairro da Vila Leopoldina, por sua localização privilegiada, com diversas rotas de acesso a diferentes regiões da cidade, que passa por um processo de transformação urbana com diversas produtoras de cinema e indústria criativa.

O principal desafio que encontramos foi realizar o empreendimento em plena crise econômica e recessiva do país, porém com a ajuda de importantes parceiros conseguimos concretizar o projeto.

casar braga the year Cesar Braga atua como empresário da noite desde o início dos anos 80.

2) Como é a rotina de um dono de club de música eletrônica na maior metrópole do Brasil?

Minha rotina é bastante intensa e compromissada com os interesses do club, sobretudo neste período em que estamos consolidando a programação.

3) Como surgiu a ideia de fazer a gaiola futurista? Qual o conceito por trás? Ouvimos falar que tem um sensor que capta o movimento da pista.

Após a escolha do local, fizemos uma nova pesquisa e contratamos o arquiteto Guto Requena, que idealizou o projeto com uma grande gaiola interativa de LEDs com 1.200 pontos, onde o DJ, através do uso de um sensor, pode controlar os efeitos de luz com os movimentos do seu próprio corpo. A atração da iluminação do club, que foi do extinto Rhapsody, é o “Alien”, que desce do teto até o chão, talvez o último no Brasil.

the year sao paulo O Alien faz sucesso na pista da The Year

4) O que faz a pista de dança da The Year ser única?

O que faz da pista do The Year ser única, além de um sound system moderno (Funktion One) e o sistema de luz espetacular, é a qualidade musical implementada por uma curadoria especializada, e sobretudo a energia dos frequentadores interagindo a toda essa atmosfera.

5) The Year ganhou o prêmio de melhor club/balada de 2015. O que isso representa para vocês?

Para nós o prêmio foi uma surpresa em tão pouco de tempo de funcionamento, mas foi bastante gratificante. Valoriza o nosso esforço e coragem de dotar a cidade de um club com uma infraestrutura diferenciada, o que mostra que temos que acreditar em nosso país e cada um de nós, a frente de sua atividade, procurar fazer a diferença.

6) Como você vê a cena clubber eletrônica de São Paulo? O que é bacana e o que precisa melhorar?

Eu vejo a cena eletrônica em evolução constante. Destaco aqui como fator positivo a profissionalização dos produtores musicais e a inclusão da cidade no calendário dos principais festivais mundiais. Como ponto negativo e que precisa melhorar é exatamente a postura de alguns prestadores de serviços e produtores aventureiros que atrapalham o trabalho dos profissionais, aliados a negligência do poder público na fiscalização.

Entrevista conduzida por Az!
Foto de capa: The Year
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