A festa Levels está reenergizando Porto Alegre! Confira o papo

A Levels é um núcleo de música eletrônica do Rio Grande do Sul que teve início em 2014. Porto Alegre, pelas palavras dos próprios criadores do coletivo, é uma cidade um pouco atípica com relação à música eletrônica e nos últimos anos existe uma certa diáspora criativa na procura de bons sons para clubs e festas em Santa Catarina e no Paraná.

Hoje em dia, porém, o estado está passando por um momento prolífero, onde o público está se tornando cada vez mais engajado e ativo na proposta de novos eventos. Após o sucesso da primeira edição do Minifestival, o núcleo segue a se desenvolver de maneira dinâmica e fluída. Confira os detalhes do projeto:



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Vocês podem explicar um pouco mais sobre a cena de Porto Alegre? Quais são as baladas e núcleos principais trabalhando nessa mesma iniciativa? Como é o Rio Grande do Sul comparado a outros estados como São Paulo e Paraná?

Porto Alegre é uma cidade um pouco atípica em relação à música eletrônica. Há muito tempo a cidade não possui um club, por isso o trabalho de difundir a música eletrônica por aqui é feito por festas itinerantes e núcleos independentes. Há alguns anos, até mesmo os núcleos da capital passaram por um tempo de dificuldade, fazendo com que muitos dos fãs do estilo tivessem que se deslocar para Caxias (para ir à Colours), Passo Fundo (Beehive) e Santa Maria (Sunset Sessions) para ver seus artistas favoritos. Hoje acredito que o RS está passando por um momento incrível. Toda semana, em algum lugar do estado, existe um festa com atrações inéditas nacionais e internacionais, além disso os artistas gaúchos aos poucos estão ganhando mais projeção nacional. Em comparação a outros estados, acredito que o RS está no caminho para criar um tamanho de público expressivo para grandes eventos de música eletrônica underground, até porque já estamos vendo muitas pessoas se interessarem em conhecer novos artistas e estilos musicais.

A Levels tem uma proposta que é relativamente nova para o Rio Grande do Sul e oferece eventos de qualidade para não só saciar o público, mas fazer com que a cena evolua. Quais são as medidas necessárias para fazer com que as festas tenham esse impacto?

Desde o início do projeto tivemos alguns pilares que nortearam as nossas escolhas. O primeiro deles é o fato de não termos DJs residentes, para que assim mais artistas gaúchos possam tocar e ganhar mais projeção nacionalmente. O segundo é fazer algumas escolhas arriscadas de artistas, não pensando somente na venda de ingressos mas no impacto positivo que aquele som pode trazer para o nosso público. Acredito que pensar na evolução da cena como um todo é necessário e acaba repercutindo positivamente em todo o sistema, desde os artistas aos produtores de eventos de diversos portes.



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Existe um interesse em democratizar o acesso as festas e tornar a experiência clubber algo mais inclusivo?

Da nossa parte sim. Começamos a nossa venda de ingressos unissex a R$30, e é um lote bem grande de ingressos. Fora isso, temos algumas ideias que devem ser colocadas em prática em 2018 para levar música gratuitamente para a cidade.

Quais são os melhores produtores gaúchos na opinião de vocês?

Entre os nossos favoritos estão Apoena, que possui a sua própria label de vinil, Fran Bortolossi da Colours, o nosso garoto prodígio Mau Maioli e Millidiu, que lançou recentemente várias tracks incríveis!

Vocês acabam de completar três anos. Quais são os planos para os próximos três?

Acreditamos em um crescimento natural para que aos poucos possamos levar mais música para mais pessoas. Além disso estamos sempre pensando em novos projetos, novos formatos e novas experiências. É difícil projetar os próximos 3 anos, somos bem dinâmicos e estamos sempre testando novas ideias no meio do caminho.





O Minifestival é um formato muito interessante. Vocês pretendem fazer outro evento desse tipo ou o próximo vai ser maior?

Nós somos do conceito que maior não é necessariamente melhor. Por isso gostamos do formato Minifestival, que ainda tem espaço para crescer bastante e continuar no mesmo formato acolhedor.

Por fim, quem estaria tocando na sua festa Levels ideal?

Pergunta difícil!! Mas impossível não repetir as apresentações mais marcantes que já passaram na Levels: Andhim, Rodriguez Jr., Nastia e Barem.

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