Ironia da natureza – a droga que pode ajudar a curar dependentes químicos

Não é de hoje que drogas são testadas em tratamentos de várias doenças. O MDMA, por exemplo, tem sido usado em tratamentos para estresse pós-traumático; infusões de ketamina têm sido usadas com muito sucesso em tratamentos de depressão profunda. Mas já pensou em uma droga que possa ser usada para ajudar no tratamento de viciados em drogas?

É o caso da ibogaína, princípio ativo da iboga, uma planta africana que já é usada há tempos por lá em diversos tratamentos como impotência masculina, depressão e esterilidade feminina. Lá é tudo bem espiritual: o usuário come até meio quilo da planta em jejum e os companheiros dançam ao longo da noite. Em algum momento, essa pessoa "visita o mundo dos mortos" e volta uma nova pessoa. É um "renascimento".

A ibogaína tem o poder de "antagonizar" outras drogas. Cigarro, heroína, cocaína, morfina e algumas outras. Ao ingerir a planta, o corpo "anula", por assim dizer, os vícios do usuário e devolve a ele seu poder de escolha. Essa droga não é, entretanto, uma droga feita para pessoas que querem festejar. A viagem de ibogaína pode durar mais de um dia e pode ser amedrontadora — seu uso não-controlado pode levar até à morte. Não se trata também de uma droga alucinógena, já que o que se passa na cabeça da pessoa não são alucinações, mas "sonhos acordados".

Existem clínicas no Brasil que fornecem esse tratamento de forma controlada e responsável, e os resultados são completamente impressionantes. A taxa de recaída gira em torno de apenas 15%. Essa clínica em Paulínia diminuiu seus viciados em 70%. Esse rapaz conseguiu sair do vício em crack quando, após ter tentado de tudo pra largar o vício, decidiu usar a substância. A ibogaína não é proibida pela Anvisa.

iboga

Rodrigo Airaf ¯\_(ツ)_/¯

Co-founder/Editor-chefe // Brasiliense de 24 anos. Nômade. Festivalouco. Festeiro. Vivo amando coisas diferentes em diferentes momentos, mas meu coração sempre afixou-se no Stephan Bodzin e no Porter Robinson; naquele techno mais macumbeiro, naquele trance mais viajante, daquele house mais groovado, naquelas músicas que tocam a alma e em tudo que for bom e diferente. Trocou de sobrenome. Ama os amigos. Fala alto. Gosta de experiências. Grato pela vida.

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