8 motivos que fizeram do Lollapalooza Brasil 2016 a melhor edição até agora

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Zeds Dead

Nosso submundo cresceu

Já falamos aqui antes sobre como o palco Perry do Lollapalooza Brasil é um festival de música eletrônica dentro de um festival de indie rock. É um cantinho que fica ali, escondido atrás do palco Skol, sempre fazendo barulho, dando oi de vez enquando pro resto do festival através dos fogos de artifício — quem viu Mumford & Sons, viu também os fogos do Alok, de longe, em quase perfeita sincronia com os refrões da banda. Grande parte do público do Perry continuou fiel, e nesse ano o Perry virou Trident, deixou de ser tenda e virou um imenso palco com toda a estrutura de um palco de grande festival EDM, ajudando ainda o show do Zedd a ser a verdadeira True Colors Tour que queríamos.

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Zedd




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RL Grime

RL Grime foi o cara do Trident

Nada nos deixou tão felizes como esse show do RL Grime. Foi o melhor show de bass music que já vimos, e com certeza um dos sets com mais alma do Lolla. O cara é único, e sentimos que o show foi uma oportunidade única também. São incontáveis as sensações diferentes que o RL Grime consegue passar em um mesmo show. Ele vai de trap melódico e otimista a um som mais melancólico, de festival trap a drum n bass, de beats introspectivos a vocais pop em tonalidades alteradas. Foi um show tão perfeito e lúdico que chamamos o cara de "Above & Beyond do trap". Sem exageros, sem muitos efeitos, sem abusar do microfone. Foi um show que fez precisar ter tempo de digerir depois que acabou.

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Jack Novak

As mulheres lacraram

As mulheres mandaram muito no nosso cantinho. Karol Conka tombou mesmo. Cheia de carisma e atitude, a curitibana fez um show recheado de graves pesados, discursos feministas e mensagens de auto-aceitação e auto-valorização, além de levar a MC Carol para uma participação surpresa. Groove Delight encheu o Trident bem cedo com seu som minimal pulsante e a Jack Novak — vestindo uma camisa que dizia "get stoned", brincando com a logo dos Strokes — deu um set farofeiro delicioso e digno de uma das pouquíssimas mulheres da EDM.




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As atividades foram bem embaladas

O Lollapalooza decidiu aprender com todas as reviews de outros festivais sobre como os patrocinadores estavam com um certo bloqueio criativo pra levar experiências interessantes ao público sem transformar o festival em um grande outdoor irrelevante. Algumas marcas patrocinadoras ficaram por conta dos brinquedos do festival e transformaram o evento em um playground com cama elástica, torre de salto, roda-gigante e outras coisas, além de instalações mais interessantes e interativas da Trident e da Skol.

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Duke Dumont

Opus foi, mais uma vez, a música do rolê

Quando o Duke Dumont começou a tocar, já sabiamos que ia dar bom. O show de house music mais classudo e mixado de forma mais elegante e menos apressada foi um dos destaques do segundo dia de Trident. E então que ele mandou a querida Opus, faixa do Eric Prydz, em versão do Four Tet. Todos se olharam, comemoraram e de repente aquilo virou um gigantesco círculo de energia. Uma desconhecida — pois basta uma pra iniciar uma revolução — pegou nas nossas mãos, mobilizou todo mundo que estava no lado direito do palco, e em questão de segundos havia uma grande roda com cerca de 150 pessoas esperando pelo drop que fez todo mundo pular pra dentro e dançar loucamente. Quando o show acabou, todos se parabenizaram e assim tivemos um momento que dificilmente esqueceremos.

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Foi o Lolla mais we're all together até agora

O Lolla não é apenas o festival no Brasil que tem mais atrações interessantes e gente cool. É realmente o festival mais diverso. O Lolla te permite sair das profundezas visuais do Trident e ir ver um belíssimo show do Mumford & Sons no Ônix com todo mundo feliz fazendo rodas de dança folk. Você olha pra todos os lados e tem gente de todos os tipos e idades, e os gêneros parecem não existir mais: homens de batom, homens de saia, mulheres à moda gangster, homens com macacões floridos. As mensagens dos pôsters do Lolla que rodearam o festival eram bem interessantes:

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A estrutura melhorou

A parte de merchandising do festival recebeu uma nova cara com o Lolla Market, um espaço que tinha restaurantes, lojas, balanços e espaços pra descansar com sombras e puffs. Também teve a Botecaria, o lugar mais brasileiro do Lolla com vários petiscos ~top~. Nesse ano, até onde vimos, os vendedores ambulantes não estavam roubando o nosso dinheiro. O palco eletrônico teve um esquema mais inteligente de entrada e saída do público.

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Jack-fucking-Ü e Grama-fucking-Tik

"São Paulo, you're too crazy, you killed Diplo."
A única coisa melhor do que Skrillex é Skrillex com Diplo. A macumbaria foi declarada no segundo dia do Lolla com o som dos caras que consistiu em vários dos seus hits, muita loucura visual, fogos e muito som de pular. O Palco Ônix é o melhor espaço possível para um show eletrônico por conta do chão declinado e do som altíssimo em qualquer canto. No Trident, Gramatik fez o show mais diferenciado também no Domingo, com guitarrista ao vivo e beats bem loucos.




Fotos por I Hate Flash e M Rossi, retiradas da fanpage do Lollapalooza Brasil por motivos de: esquecemos que celulares existem no Lollapalooza.

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