4 provas simples de que a música eletrônica é para todas as idades

“A música é a única linguagem que todos entendem”, certa vez disseram os caras do Above & Beyond. Mais do que isso, a música consegue aproximar gerações diferentes. Talvez você seja novo demais ou velho demais para certas coisas da vida, mas para a música eletrônica não há limites e julgamentos: você sempre terá a idade certa. Selecionamos alguns casos que provam o poder do eletrônico de romper os limites do tempo e dar a todos a oportunidade de se expressar.

Graças à pais que amam música eletrônica, algumas crianças crescem ouvindo muito mais do que Galinha Pintadinha. Esses filhos abençoados representam genuinamente o que a música eletrônica faz com a gente: vontade de dançar, sorrir, balançar o corpo, fechar os olhos e apreciar o som.

É o caso de um pai tranceiro que transformou a ida/volta para a escola em uma verdadeira rave no carro com seus três filhos. A família trance bombou tanto no YouTube, que até Armin Van Buuren apareceu para um carona.

Ser um raver mirim também o caso do adorável Tegan, um garotinho performático que deixa a música falar por sí só:

A criança não tem gostos engessados nem faz pré-julgamentos do que se ouve. Enquanto nós estamos aqui brigando por vertentes e impondo nossas escolhas musicais, elas estão apenas ouvindo e adorando absolutamente tudo. Talvez tenhamos que parar e aprender com esses pequeninos o que é ter mente aberta e aceitar diferenças.

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Mas e na parte mais longeva da vida? Se você já viu alguma vez vídeos de velhinhos dançando ao som de música eletrônica, provavelmente pensou: “esse(a) sou eu no futuro". É fácil falar isso quando se é jovem, mas é complicado prever. Nossos valores, gostos e prioridades de vida estão sempre mudando. Esses idosos merecem todos os aplausos do mundo, ainda mais porque tiveram suas juventudes lá nos anos 50/60, quando a house music nem existia. Isso significa que descobriram o eletrônico depois de adultos, ou que "nasceram na época errada".

É o caso do senhor de 83 anos Johan de Vries, um holandês que quando perguntado o que achava de um dos festivais em que estava presente, respondeu: "Ainda está cedo. Estou esperando os DJs que tocam músicas mais pesadas". Keep on raving, Johan.

Também é o caso de Patrícia Lay-Dorsey, uma senhorinha de 72 anos, apelidada de "vovó do techno", que frequenta festivais há 10 anos - "eu não sabia o que era música eletrônica, mas adorei desde o primeiro momento em que ouvi". Mas hoje Patrícia sabe das coisas: "Claude VonStroke é meu preferido. Eu amo ele. Ano passado ouvi John Digweed tocando e fiquei absolutamente maluca".

GrandmaTechno

Ao se pôr no lugar desses velhinhos, surge uma reflexão: deve ser difícil ir a uma rave onde 90% das pessoas estão na casa dos 20 anos e dançar como não se houvesse amanhã. Quando você tem 70 anos e dança, todo mundo olha e julga: ou achando sensacional ou achando que você deveria estar num hospício. Mas a música fala mais alto. São pessoas que já viveram o suficiente para largar o foda-se e não se importar com nada. Afinal, a melhor época para curtir a vida é agora.

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