Viva o lado neon da vida (e da balada)

Pleno 2017, mais de 30 anos depois do surgimento do neon e a gente ainda se amarra nisso. O neon e flúor ainda dão um tchan o cenário e criam uma atmosfera meio que "mágica". Quem nunca quis brilhar na luz negra que atire a primeira pedra.

A fluorescência é quase de um filme de ficção. A luz que a gente vê brilhar vem da capacidade de uma substância de emitir luz quando exposta a radiações do tipo ultravioleta (UV), raios catódicos ou raios X. As radiações absorvidas (invisíveis ao olho humano) transformam-se em luz e a gente brilha. Diz aí se não é cientificamente sensacional.

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O surgimento dos primeiros sinais da fluorecência como pigmento data de meados de 1960. Mas é desde 1980 que o neon vem lacrando na decoração. E até hoje tem quem coloque na cara, no corpo, nas unhas, no cabelo ou faça tattoos com cores fluorecentes. Clubs, festivais, acessórios, videoclipes, moda e até a gastronomia usam neon. Não pode aparecer uma festinha com tintas neon disponíveis que no dia seguinte tá todo mundo nas redes sociais parecendo um Avatar.


O fluorescente desperta os instintos artísticos de qualquer pessoa. Nem precisa ser de humanas para desejar um tênis branco de LED. E agora que, mesmo depois de "velho", podemos ter nosso próprio tênis de luzinha e usar sem medo de ser feliz dá até um sentimento de "venci na vida". Traumas de infância vencidos com sucesso!


E então a e-music incorporou um movimento fashion quase que totalmente voltado para clubbers. Seja com o neon, o fluor, o monocromático, o metálico, o glitter, e o mais atual, que foi batizado de efeito holográfico.

Um ótimo exemplo do quanto essa moda é enraizada na nossa cultura foi o uso desse estilo em quase toda a filmagem do filme XOXO, da Netflix. Todos concordaram que o filme é meio superficial em enredo, mas ele não pecou na representação visual.

A principal intenção desses materiais é criar uma sensação de ultra-realidade. A incandescência do fluor, a ilusão de ótica do holográfico brincam com a visão e estimulam a imaginação. E o mais importante é que o estilo já está bastante popularizado em todo mundo e é fácil encontrar tintas, esmaltes e artefatos que apresentam esses pigmentos no mercado, seja nas roupas de grifes europeias como a Pull & Bear, Berksha e H&M, ou nas tintas e maquiagens de corpo e rosto do armarinho mais completo da cidade, ou em sites como este e este, ou até mesmo com aquela sua vizinha que vende cosméticos Avon.

Nayara Storquio ᕕ( ᐛ )ᕗ

Autora // Jornalista, mato-grossense de 26 anos. Formada em Argumentação, pós-graduada em Sarcasmo e PHD em Acidez. Todas pela Universidade Brasileira da treta saudável. Amante da música e de festivais e incentivadora do positivismo. Fã de grandes ídolos do trance como Armin Van Burren e Tiesto, mas com espaço no coração para boas produções de Progressive House e vertentes High BPM. Se sinceridade matasse, já estaria presa. Tem sérios problemas com padronização. Não curte ser guiada, nem na dança e nem na vida.

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