Os 5 pupilos de deadmau5 que estão dando o que falar

Joel Zimmerman, não se contentando com a mesmice da música eletrônica, fundou a gravadora mau5trap, em 2007, para apoiar e promover novos artistas que saíssem da zona de conforto de sons mainstream do deep house e da EDM, e produzissem algo diferente. Seguindo essa filosofia, a label de Deadmau5 já revelou grandes nomes como Feed Me, Skrillex, Noisia e Foreign Beggars.

Em 2016, joel continua nessa busca nobre por qualidade e originalidade. E hoje temos no selo 5 novos e talentosos artistas que tem dado motivos para ficarmos de olho, são eles: REZZ, Matt Lange, BlackGummy, No Mana e ATTLAS.

Buscando cada vez mais autenticidade em seus estilos musicais e polindo suas habilidades de produção musical e discotecagem, os monstrinhos criados pelo rato vão do techno mais sombrio ao house progressivo com melodias quase sentimentais, contando com um leque imenso de outras influências que são percebidas em pouco tempo.

Deadmau5 está tão feliz com seu novo time de produtores que até lançou o quinto volume de sua coletânea We Are Friends, que compila 12 tracks dessa galerinha do mal. Saiba quem é quem.

REZZ

rezz

Isabelle Rezazadeh era uma garota simples que não tinha a menor pretensão em se tornar produtora musical ou DJ. Mas a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, e um dia ele viu o vídeo do Tiësto tocando na abertura das Olimpíadas de Atenas, em 2004, e assim nasceu sua paixão por sintetizadores e samples.

A menina roqueira deixou de lado bandas como Green Day, My Chemical Romance e Marilyn Manson para se viciar em Deadmau5, Skrillex, Madame e Gesaffelstein. Com um som totalmente voltado para uma espécie de "trip profunda", e com influências diretas do techno industrial e downtempo, REZZ tenta transmitir a ideia de que a música é a válvula de escape para sentimentos reprimidos, funcionando como um trampolim para fora da realidade.

REZZ consegue cativar as mais profundas emoções com seu som obscuro, o que é um paradoxo interessante, pois a Isabelle é uma menina completamente diferente do som que produz. Extrovertida, sociável, bem humorada e carismática, REZZ sempre mostrou personalidade forte, mantendo o foco em seus ideias e ignorando por completo aqueles que não tem nada a acrescentar ao seu som.

ATTLAS

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A primeira vez que Jeff Hartford chamou a atenção de nomes importantes da cena foi com o remix de Aural Psynapse, de Deadmau5. E por manter sua identidade em segredo por tanto tempo, muita gente especulou que poderia ser um projeto paralelo do rato.

Jeff é um artista mais recluso e prefere se manter um pouco longe da mídia, mas está sempre buscando novas formas pro seu som, como o próprio Jeff diz: “Cada som é uma nova influência”. Ouça seu lançamento mais recente, Blood Work.

No Mana

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Com sua identidade em segredo absoluto e mantendo contato com seus fãs pelas redes sociais e nos seus shows, suas principais influências são artistas como Above & Beyond, Skrillex, Justice e Eric Prydz. No Mana entrou pro time da Mau5trap ano passado com o single Tell Me e desde de então é “carta marcada” nas turnês feitas pelo selo, sua 1ª apresentação na Feira Allentown, abrindo o show pro próprio Deadmau5. Há dois meses, ele lançou seu EP Game Over principal trabalho até agora.

Matt Lange

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Escolhido a dedo pelo próprio Deadmau5. Matt Lange estreou na Mau5trap com o álbum Ephemera, que é uma mistura de sons e grooves, um mix de sensações. Lange tem muitas produções, com diversas influências. Recentemente ele lançou um EP só com Remixes, que vão de Usher a Nine Inch Nails, que foi muito bem recebido por revistas como a Mixmag. Além do seu novo álbum Patchwork.

Nascido e criado na ilha de Manhattan, Lange começou a tocar piano clássico aos 4 anos de idade, aos 13 foi pro violão e logo se juntou a uma banda de rock. Com 15 anos, começou seu interesse por produção... E de uma pessoa introvertida e tímida, nasce um som melodioso, cheio de harmonia e bem cadenciado, que abrange diversos estilos e tem uma assinatura musical clara, transformando em uma experiência única curtir seu som.

Pra mim, a música eletrônica é principalmente um meio que lhe dá a liberdade e a capacidade de usar qualquer coisa e a única limitação real é o que você é capaz de imaginar...Matt Lange

BlackGummy

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Iman Marouf, o criador do projeto BlackGummy, entende muito de produção musical. O cara é graduado em uma escola de música em Los Angeles, e tem uma obsessão e tanto por design de áudio e engenharia de som. Iman chega a passar 15 horas por dia em seu estúdio.

BlackGummy estreiou na Mau5trap com a faixa Lullaby. E nesse ano lançou dois EPs: Singularity - que o site Dancing Astronaut elogiou como "uma visão artística diferenciada", que "vai de uma forma despretensiosa do som industrial mais sombrio a um estilo mais progressivo, desafiando a noção de que para produzir um estilo é necessário ignorar o outro" - e Impactor, que conta uma história bem legal (Veja abaixo).

O tema que me inspirou a fazer esse EP foi a extinção dos dinossauros, quando três/quartos das espécies da Terra foram dizimadas por um asteroide, causando não só muitas mortes e destruição como também fomentando a evolução das espécies que conseguiram sobreviver. Não foi somente o asteroide que matou os dinossauros, mas também que teve um impacto gigantesco ao criar uma atmosfera e condições que somente algumas espécies conseguiram sobreviver. Eu penso que a música eletrônica passou por uma mudança similar nos últimos 10 anos. Ao invés de ser o asteroide que causou uma mudança massiva, foi o avanço da tecnologia na produção da música eletrônica. Com DAW's e computadores sendo mais potentes que tudo e VST's que abriram muitas portas para criação de música que você nunca tivera ouvido antes. Iman Marouf

Efferson Oliveira (◣_◢)

Autor // Estudante de engenharia, 22 anos, Soteropolitano, fanático por Bass Music, seja low ou high bpm. Introduzido no mundo da eletrônica em 2008 e submerso em 2010. Completamente desajustado aos padrões e com uma dose leve de acidez. Levando cada dia de uma maneira a qual valha a pena, não só seguindo regras e rotinas, mas também relaxando e gozando, até porque ninguém é de ferro.

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