Bass alert: aumente o grave, que o Tropkillaz voltô!

Depois de um ano na corre monstra sambando na cara dos dois hemisférios e deixando no jeito um de seus maiores projetos pra agosto, o Tropkillaz solta o EP relâmpago Tchum Tchah com o puro creme do bassline sujo pra quem já vem anotando essa placa faz um tempo.

“Sentimos muita cobrança dos fãs pelo Trop Roots”, explica Zegon pra Stereo Minds, na véspera da viagem pra L.A. que foi pano de fundo dessa entrevista.

“Estamos com um single grande pra sair por uma das maiores majors internacionais, com certeza nossa primeira aventura com cara mainstream sem perder a essência", avisa o DJ. Mas o recado agora é que o “velho” grave voltou pra você sarrar nesse inverno que tá mais com cara de verão.

Abaixo do radar, as faixas já rolam nas apresentações do Tropkillaz e dale bunda no chão. “Por incrível que pareça a repercussão está sendo bem maior tanto aqui no Brasil quanto fora, chegando a ser maior que o nosso último EP Braza Attack, que saiu pela Mad Decent, sendo que lançamos totalmente independente e sem nenhum planejamento”, explica sobre o improviso suavão do plano Tchum Tchah.

TRACKS EM DESTAQE

Bonde do Sorriso

Começo ouvindo pelo final: lisergia figdet, vozes picotadas e derretidas bem divertidas com a total mood Trop da fase inicial e peso gangsta e viradinhas delícia 808.

“A gente adora essa fase 2012 até 2014, mais crua e minimal, outro dia tocamos um set inteiro baseado nisso,os primeiros tracks que fizemos e também do UZ, Baauer, Loupvck, Bro Safari, Flosstradamus, fazemos parte dessa geração. Bateu vontade de produzir sem compromisso como fazíamos na época.

Na real, o título do EP é pura ironia, o funk carioca acontece de leve no EP meio desconstruído, como na faixa que abre os trabalhos, “Disbroqueia a Tela”, mas está na alma da porra toda, segundo Zegon:

“Funk Carioca é a música eletrônica mais original que temos, Rio é a raiz de tudo, mas São Paulo reinventou o funk com minimalismo e subs, muito semelhante ao Trap na forma de usar subs e 808’s e construir beats, fugindo do tamborzão, os vocais em português funcionam demais e a maior parte do público se identifica, mesmo assim é uma faca de dois gumes. Existe um grande preconceito com o Funk e maior parte do grande público e DJs de EDM/House torcem o nariz e se acham superiores, nunca foram pra Ibiza, Berlin, Chicago e cagam regra como se tivessem inventado os estilos, pra gente música é música, sem barreiras”.

Existe um grande preconceito com o Funk e maior parte do grande público e DJs de EDM/House torcem o nariz e se acham superiores, nunca foram pra Ibiza, Berlin, Chicago e cagam regra como se tivessem inventado os estilos, pra gente música é música, sem barreirasZegon

Aceita

Que dói menos... Moombahton de volta sim. E, com esse título a track é poderosa mesmo. Tem um quê etnico ao estilo Funk Mundial da MAN Recordings, fazendo um d’javu do clássico “Que Passa Amigo?” dos caras mesmo.

“Os vocais, de repente, são de uma pesquisa secreta que nossos “irmãos” Os Gemeos nos deram de presente…os de funk….rss….a gente sempre tocou muito Moombah e 100/110 bpms sempre foram especialidade da casa.

O EP esta disponivel em todas plataformas digitais, e para free Download no Soundcloud do Tropkillaz.

Felicio Marmo ɾ⚈▿⚈ɹ

Colaborador // Habitué da cena underground paulistana, 30 anos, apaixonado por arte e inovação. Tudão em prol do rolê desde os 17, se divide entre DJ, publicitário, promoter, professor de marketing e jornalista especializado em música eletrônica com mais de uma década de publicações em revistas, sites e campanhas.

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