Entrevista + set novinho do Vegas pra você ouvir? Tá tendo!

Claramente o mês especial do podcast Dopamine dedicado às psicodelias nossas de cada dia foi a melhor ideia possível! Na semana passada, o convidado foi o Querox. Nesta semana, batemos um papo rápido com o Vegas, DJ e produtor que sempre dá no que falar depois de qualquer show que toca. Sua progzeira já passou por alguns dos melhores clubs, open airs e festivais do Brasil e hoje passa por aqui, no set que ele fez pra gente. Dá uma olhada!

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STEREO MINDS - Em 2009 você lançou um álbum de full on pelo projeto Double Collision, que chegou ao top 10 do charts de psy-trance do Beatport. O que levou você a mudar de vertente e produzir psytrance progressivo?

VEGAS - O projeto era em parceria com meu amigo James Medeiros, estávamos em nosso melhor momento. Porém, o James tinha outros planos na vida, as festas eram apenas um hobby, eu tinha planos de continuar na vida artística, e sempre quis ter um projeto solo, então criei o Vegas. Com o passar do tempo, o Vegas foi ganhando mais destaque, mas o Double Collision não morreu, ano passado o James apresentou o projeto em Joinville.



STEREO MINDS - Desde que o tempo é tempo, existe uma rixa entre as tribos do underground vs mainstream, mais por parte das tribos underground. Qual a sua opinião sobre isso?

VEGAS - Não somente na música eletrônica mas em todas as cenas musicais isso existe. É algo que sempre existiu e sempre vai existir. Eu creio que o Mainstream é o a porta de entrada para a cena, e aos poucos as pessoas vão se aprofundando e conhecendo sons mais complexos até chegar no underground.

STEREO MINDS - A primeira vez que pude presenciar o Vegas live foi em 2012 na Boikot PE, onde Indio Maluco realmente me deixou maluco. Os vocais foram gravados ou extraídos de alguma outra mídia?

VEGAS - Os vocais são sampleados de um relato de uma experiência com ayahuasca, é uma música muito antiga e até hoje o pessoal pede para eu tocá-la, hehe.

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STEREO MINDS - Atualmente, o progressive é muito atacado pelos fãs intitulados Old School, o que você acha dessa guerrinha entre os fãs do Progressive e Full on?

VEGAS - Acho normal, estou há 12 anos na cena e há 12 anos vejo isso. Faz parte da cena. Quando entrei na cena também ficava horas na internet discutindo isso, mas com o passar do tempo você vai amadurecendo e percebe que [isso] nunca se chega a lugar algum. É como discutir futebol ou religião, estamos falando de gosto pessoal. Eu gosto de ouvir desde chill out até sons noturnos acelerados, acho o trance maravilhoso, um dos estilos musicais que têm um das maiores variedades de vertentes, e creio que cada vertente tem seu papel nessa cena.

STEREO MINDS - Quando o Vegas não está tocando, quais as pistas que o Paulo costuma frequentar?

VEGAS - Nas raras horas de folga eu procuro fugir do cenário eletrônico, eu gosto muito de rock e reggae.

STEREO MINDS - Você já dividiu o palco com diversos artistas da cena, há algum dj que te encante ao tocar?

VEGAS - Gosto muito de ver o Astrix tocar, e um que ainda não tive a oportunidade de ver tocar é AKD.

Vinícius Arcelino ♬♫♪◖(●。●)◗♪♫♬

Autor // Recifense, 24 anos. Eclético musicalmente. Adaptável quando estou com amigos. Amante das raves e do mundo psicodélico. Cerveja gelada, amigos, sorrisos e boa música pagam minha vida.

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