O Zerb está metendo o pé na porta do cenário nacional! Confira a entrevista

Zerb apareceu na cena da música eletrônica ano passado — aos 17 anos — e não foi de mansinho não; já chegou na voadora tocando E produzindo, trabalhou em parceria com ninguém mais ninguém menos que Vintage Culture, foi considerado uma grande revelação do ano e entrou para a maior agência de artistas do país, a Entourage.

O garoto-prodígio não para de crescer! Cheio de energia para produzir, 2016 é seu ano. Tocando incessantemente nos melhores clubs do país, já vimos também seu nome no line-up de eventos de peso, destacando-se em mais de uma apresentação na versão brasileira de um dos principais festivais de música do mundo, o Lollapalooza.

Tivemos a oportunidade de acompanhá-lo no último sábado, dia 04, na passagem por SP da turnê Circus do Bakermat, que inova mesclando em suas batidas o deep house e elementos de Jazz. A enorme responsabilidade de tocar logo após esse cara deveria ser de um nervosismo intenso, mas não para o Zerb, que estava nitidamente muito tranquilo e confiante, e mostrou durante as 2 horas do seu set o motivo de ser assim tão calmo e despreocupado. Sim, o mlk mandou muito bem!

Batemos um papo com ele pra você conhecer um pouco mais do cara que promete ainda te fazer dançar muito!

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Ao ver você tocar é notável um domínio técnico bem elevado pra uma carreira que ainda é relativamente nova assim como você, que tem apenas 18 anos e além de tocar já produz também. Como é o seu processo de criação? Como você escolhe o que produz e quanto tempo dura isso até o lançamento?

O processo de criação de música para música varia muito. Tem tracks que eu tenho a ideia durante uma hora qualquer no dia, seja no carro ouvindo música ou deitado antes de dormir, lembrando de algum momento da minha vida e outras que acabam como resultado de horas e horas no estúdio, sem ideia alguma.

O ano passado foi de grande importância pra você. Como foi conhecer Vintage Culture e produzir juntos Inside of You, Keep Spinning e Faded?

Pra mim foi uma experiência incrível, não só pelo que eu aprendi produzindo com ele como pelas dicas que ele me deu sobre diversos assuntos, principalmente sobre carreira. Até hoje em dia eu continuo tirando algumas dúvidas com ele, e ter o seu ídolo como amigo é algo sensacional.

Você encerrou seu set com Faded, e foi muito legal porque as pessoas na pista estavam cantando algo que tem sua marca. Qual a sensação ao finalizar o set com essa track e ser reconhecido por um trabalho autoral?

Eu acho que ver as pessoas cantando e reagindo bem com algo que você criou, é não só para mim como para qualquer outro produtor a melhor sensação do mundo. São nessas horas que você percebe que está no caminho certo.

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Sua ascensão como DJ tem sido super rápida e te rendeu um contrato com a Entourage. Como isso aconteceu? O que você destacaria no Zerb antes e depois em relação a isso?

Logo depois que lancei a Faded e outras tracks que tiveram boa repercussão, eu percebi que havia a necessidade de ser representado por alguém e então, com a ajuda do próprio Vintage Culture, eu acabei entrando para o casting da Entourage. O que notei de diferença antes e depois de entrar para a agência foi um amadurecimento profissional meu, além da mudança total da minha vida em que meu hobby se tornou o meu trabalho.

Você tem viajado muito e tocado nos principais clubs do país. Em que club você acha que foi sua apresentação mais foda até agora?

Eu sinceramente não consigo pensar no clube em que eu tive minha "apresentação mais foda", todo lugar novo onde eu toco, eu sinto como se fosse a mais foda.



Seu aftermovie do Lollapalooza Brasil mostra que você está sendo reconhecido pelo público, e que a dimensão do seu trabalho está crescendo cada vez mais. Conte-nos como foi essa experiência.

Meu sonho desde quando eu tinha começado a tocar era me apresentar nos grandes festivais, em especial o Lollapalooza. Poder me apresentar lá foi uma experiência incrível. Primeiramente, para fazer uma surpresa, a Entourage não tinha me contado que eu ia tocar no Lolla, e então descobri apenas durante uma aula no colégio em que, de repente, diversos amigos começaram a me mandar mensagens e a me ligar quando o lineup oficial foi anunciado. Depois de meses que não passavam, no dia das apresentações eu até levei meus pais comigo para compartilhar com eles aqueles momentos.



Você detém o mérito do sucesso do seu trabalho, mas sua staff também possui papel fundamental pra que ele aconteça. Ao te acompanhar, pude perceber o apoio que você recebe. Foi bonito ver como sua equipe - composta por pessoas jovens e impressionantemente responsáveis - se importa pra que cada momento seja perfeito enquanto você está concentrado tocando. Você tem noção de tudo que acontece ali atrás nesse momento? O que você tem a dizer sobre sua equipe que também são seus amigos?

Durante as apresentações, o que acontece atrás eu não sei mas eu sei que é muita correria para tudo ocorrer perfeitamente. O que eu posso dizer sobre toda a equipe que trabalha comigo é que sem eles praticamente não existiria o Zerb, tudo o que eles fazem é crucial para as coisas darem certo e eu estar onde estou.

Quando não está tocando, o que o Zerb está fazendo? Você estuda ou tem algum outro ofício? O que você gosta de fazer quando tem tempo livre?

Quando não estou tocando, durante a semana eu basicamente estudo, ou na faculdade ou em casa, e produzo na maior parte do tempo. Quando sobra algum tempo livre eu gosto sair com amigos ou assistir filmes e séries em casa para descansar - muitas vezes após um final de semana corrido, com muitas gigs.



Você tem algo de novo para ser lançado? O que podemos esperar do Zerb ainda para esse ano?

Pra esse ano, podem esperar muitos lançamentos, tanto de músicas originais como bootlegs, que eu gosto tanto, além de sets e mixes que eu pretendo postar mais.

Agora a pergunta clichê: Quais são seus planos pro futuro e onde você se imagina daqui 5 anos?

Meus planos são continuar produzindo e sempre melhorar e aprender, aumentar cada vez mais o número de apresentações e conhecer o maior número de lugares possíveis, não só do Brasil como do mundo. Daqui a 5 anos eu espero estar tocando muito e sendo reconhecido em diversos países.

Saber da tua história e acompanhar de perto sua apresentação dá até aquela vontade de aprender a tocar e produzir também. Qual conselho você dá pra quem quer começar?

Eu aprendi tudo que sei na Internet e acredito que é um dos melhores lugares para aprender não só produção, como qualquer outra coisa. O conselho em que eu mais acredito para quem quer começar é simplesmente produzir muito, não procurar desculpas e dedicar-se ao máximo, o melhor jeito de aprender é fazendo, não tem muito segredo.

E pra finalizar, que mensagem você deixa aos leitores do Stereo Minds?

Primeiramente, aos leitores que não me conheciam, eu convido a conhecer o meu trabalho e espero que gostem. E a quem já conhecia, eu queria dizer que tem muita música nova pra sair, muitas collabs, além de muitas novidades pra anunciar.

Samuel Carvalho く(._.) ゝ

Autor // Paulista, 29 anos, publicitário, maluco por trance, amante de um bom techno, minimal e eletro, muito jovem, falador, adora descobrir tudo de novidade musical e falar sobre, fumante de cigarro de menta sim, odeia falar no telefone, bebe com muito gosto uma cerveja bem gelada sempre que pode, curte tomar guaraná no festival e é o louco do mentos.

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